domingo, 21 de outubro de 2018

Memórias da Minha Cidade

Poesia vencedora no Concurso Cultural 2018, modalidade Literário em 88 palavras, de autoria de Julia Mota de Vargas, do Segundo Ano do Ensino Fundamental da Escola Januária Leal:

Minha querida Caçapava
Cento e oitenta e sete anos vai completar
Meus parabéns vou lhe dar.
Cidade de muita história
Muita coisa tenho em minha memória.
Quando fui ao Melão
Vi um show de patinação
Quando acabou a apresentação
Fui até a Estrada da Aviação,
Quando fui na Igreja Matriz
Fiquei muito feliz.
Quando chega o verão
Tomo sorvete no Calçadão
Quando chega o inverno,
Domingo é meu dia de sorte
Vou comer pipoca no Forte.
Nunca fui na Pedra do Segredo
Mas, acho que não sentirei medo.

Poesia de memória

Poesia classificada no Concurso Cultural 2018, modalidade Literário em 88 palavras, de autoria de Ana Carolina de Oliveira Cassol, do Segundo Ano do Ensino Fundamental da Escola Januária Leal:

Na minha memória
Tem muitas histórias.
Dancei na festa mundial
E achei bem legal.
Quando vou nas Minas
Brinco com as minhas primas.

Vou no areião,
Raramente vou no calçadão
Mas prefiro ir na Aviação
Se me deixar andar de avião.
Na Pedra do Segredo
Nunca fui e tenho medo
Mas se alguém me levar
E um doce eu ganhar,
Juro que não vou reclamar.

Meus pais nasceram em Caçapava
Eu nasci também
Aqui vou crescer
Uma pessoa do bem,
Na Capital do carinho
Sempre todos bem juntinhos.

domingo, 22 de abril de 2018

O que é uma coisa?

Por Viviane Ilha

Pode ser tudo e nada. Mas é aquilo que existe, seja de natureza corpórea ou incorpórea. Por inspiração podemos coisificar tudo que nos foge a um conceito específico. Coisificamos o amor, relações familiares, os objetos e as emoções relacionais. Fazemos do abstrato uma coisa, do real outra. Por ter mil e uma utilidades, muitas vezes adjetivamos a coisificação para um diálogo qualquer que nos coloque no mundo das palavras ajustadas. Entenda quem puder. Nossa que coisa! Disse nada e falou tudo, o que é uma coisa para ti?

quarta-feira, 4 de abril de 2018

O Personalístico

Por Viviane Ilha

Pessoa de sorte é aquela que acredita que já é sortuda por natureza. Pessoa de azar é aquela que acredita que não tem sorte, porque nasceu assim naturalmente. Estas duas pessoas distintas transmitem algo próprio, que chamamos de subjetivo. O personalista tem sua visão de sorte e azar que vai depender daquilo que acredita ser e ter. É pessoal e intransferível. Ambos egoístas. Os dois têm sonhos e desejos, apenas o primeiro acredita. O segundo ainda está focado na sua onda de azar. Seres absolutamente humanizados por todos. 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Indo até o fim

Por Viviane Ilha

Curso vem do latim “cursum”, que significa caminho. Do latim “percursos” significa percorrer o caminho por completo. Se o curso é um fragmento daquilo que temos que percorrer não há como ir a qualquer lugar ou estado de espírito se não andarmos até o fim do trajeto a ser percorrido. Para chegar à escolha do caminho será necessário criar planos, estudar estratégias e analisar o mapa da vida. Indo até o fim, sem desistir, focando no persistir e resistir. O pensamento faz o curso, as ações o percurso.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Quaresmei


Não se preocupe isto não é blasfêmia. Quaresmei a partir de hoje e espero para todo sempre. Quarenta dias de jejum de pessoas tóxicas, de participar mesmo que imparcialmente da vigia da vida do outro. Quaresme-se, e deixe de acreditar em crenças limitantes, não caia na tentação de acreditar em padrões estéticos, de não acreditar no seu potencial, de duvidar que haja pessoas que possam fazer a diferença com sua forma de amar. No final do período, você provavelmente não vai querer voltar ao estado que antes habitava. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mudanças necessárias

Por Viviane Ilha

Aquele que necessita de mudanças constantes deve estar preparado para transformar, não podendo ser apenas um expectador de sua vida. Muitas vezes o caminho tem um curso torto, portanto, é preciso estar sempre em movimento (com ou sem muito esforço). Mudanças ocorrem quando justamente nos damos conta desta súbita necessidade de estar se movendo para lá e para cá. Escapando pela tangente dos intrusos que roubam a paz e dos maus tropeços. Abandonar as peças que não se encaixam mais é um processo de autoconhecimento para mudanças necessárias.