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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Da responsabilidade


Pelo pensamento Montaigne é justo diferenciar um erro devido à fraqueza de ânimo da falta por má índole. Neste caso, a ação é com pleno conhecimento de causa. No outro, invoca-se a própria natureza, do qual provém a fraqueza e imperfeição, da pusilanimidade. Na sua lógica, podem-se responsabilizar os culpados em ambas as ações e assim censuram e condenam os infiéis. A vergonha é o castigo que revive a coragem. Quando a falta evidencia a coragem fora do comum, é racional considerá-la ato malicioso e punir-se-á nesta qualidade.  

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A culpa


“é o único fardo que os seres humanos não conseguem suportar sozinhos. Apenas a metade do Eu quer expiar a culpa para se libertar de seus tormentos. A outra metade quer continuar livre...” já dizia Anaïs Nin no seu livro Uma Expiã na Casa do Amor. Acusar serve de companhia a quem se sente culpado e todos sabem o que é isso. Basta um ato impensado e já se complica: em um segundo pode acontecer algo que jamais se acreditaria ser capaz de fazer por uma vida inteira.