Lembrei
da minha doce infância, lendo Virginia Woolf. “Era um crepúsculo de verão. O
sol se punha. O céu ainda azul tingia-se de dourado, como se tudo se cobrisse
de um fino véu de gaze. Aqui e ali, na amplidão ouro e azul, pairavam ilhas de
arminho em suspenso. Nos campos as árvores se erguiam majestosas e ricamente
ataviadas por suas inumeráveis folhas. Viam-se ovelhas e vacas, cor de pérola
ou malhadas, jacentes as mais das vezes ou passando através da relva
translúcida. Tudo estava orlado de luz.”
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
domingo, 10 de agosto de 2014
Árvores da infância
*”Sob as altíssimas
árvores da infância passearemos.
O nosso conhecimento está fora de quaisquer acasos.
Jamais saberíeis pronunciar o nome que atualmente uso.
O rosto que levamos nada tem com os acontecimentos.
Ah! somente as árvores da infância, altíssimas, nos reúnem agora:
houve um tempo anterior, de luz, de cristal, de pureza, de afeto?
Quem quer que sejamos, só nos entendemos por essas auréolas
que pairam sobre nós, translúcidas, fluidas, hesitantes à brisa.”
O nosso conhecimento está fora de quaisquer acasos.
Jamais saberíeis pronunciar o nome que atualmente uso.
O rosto que levamos nada tem com os acontecimentos.
Ah! somente as árvores da infância, altíssimas, nos reúnem agora:
houve um tempo anterior, de luz, de cristal, de pureza, de afeto?
Quem quer que sejamos, só nos entendemos por essas auréolas
que pairam sobre nós, translúcidas, fluidas, hesitantes à brisa.”
Parte do belo poema “Sob
as árvores da infância, altíssimas, passaremos” da escritora *Cecília Meireles.
sábado, 31 de maio de 2014
Saudades
Por Lislair Leão Marques
*“Sinto saudades de tudo
que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...”
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...”
De *Clarice Lispector
sábado, 12 de outubro de 2013
Quando fiz seis anos
por Lislair Leão Marques
Tive uma infância feliz, no
universo rural, cercada de natureza, rodeada de gente e bichos. Quando fiz seis
anos eu ganhei, de meu pai, uma vaquinha. Chamei-a de Farroupilha. Ela era vermelha
com manchas brancas na cabeça e logo teve um terneiro e o apelidei de Bacana. E
nada bacana foi à produção de Farroupilha, todos foram bezerros machos. Estes
cresciam e logo virava comida. A expectativa de que a minha criação ser
positivamente progressiva não se estabeleceu e não me restou outra opção senão esquecer
este empreendimento.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Tristes razões
por Lislair Leão Marques
São muitas as nossas passagens mais importantes
da vida. Uma das mais alegres e de grande expectativa é quando vamos à primeira
vez a escola. O caderno, o lápis e o primeiro professor: início de uma relação
que perdura a vida inteira. Bem antes de ser importante, é fundamental. O
conhecimento é poder, base para uma vida melhor e saudável. É um grande momento
e felizes aqueles que podem usufruir. Existem crianças em diversos lugares do
mundo, ainda, que não tem acesso por motivos vários e tristes razões.
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