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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Anos


Lembrei da minha doce infância, lendo Virginia Woolf. “Era um crepúsculo de verão. O sol se punha. O céu ainda azul tingia-se de dourado, como se tudo se cobrisse de um fino véu de gaze. Aqui e ali, na amplidão ouro e azul, pairavam ilhas de arminho em suspenso. Nos campos as árvores se erguiam majestosas e ricamente ataviadas por suas inumeráveis folhas. Viam-se ovelhas e vacas, cor de pérola ou malhadas, jacentes as mais das vezes ou passando através da relva translúcida. Tudo estava orlado de luz.” 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Oferecimento de si mesmo


Por Lislair Leão Marques

*“Tomai Senhor e recebei toda a minha liberdade. A minha memória também. O meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo, vos me deste com amor. Todos os dons que me destes, com gratidão, vos devolvo. Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade. Daí-me somente o vosso amor, vossa graça. Isto, me basta. Nada mais quero pedir.” ...mas, Senhor, que não acabe nunca a areia do mar, o rumor das águas, o relâmpago do céu.

Oração pelas palavras do *Santo Inácio de Loyola.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A arte de amar


A Natureza com *Cecília Meireles:

*"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."

*"Meus pés vão pisando a terra
Que é a imagem da minha vida:

Tão vazia, mas tão bela
Tão certa, mas tão perdida!"

*"Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.

*"Um poeta é sempre irmão do vento e da água: deixa seu ritmo por onde passa."

*"Nunca tive os olhos tão claros e o sorriso em tanta loucura.
Sinto-me toda igual às árvores: solitária, perfeita e pura."

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Primavera Silenciosa


*“Arriscar tanto nos nossos esforços destinados a moldar a natureza de acordo com a nossa satisfação e a nossa conveniência e, ainda assim, acabar fracassando sem atingir o objetivo seria, na verdade, a ironia final. A verdade, raramente mencionada, mas existente, para ser vista por qualquer pessoa que deseje vê-la, é que a natureza não é facilmente moldável, e que os insetos estão encontrando caminhos para contornar os nossos ataques contra eles.”

Texto do livro “Primavera Silenciosa”, do ano de 1962, da bióloga e escritora *Rachel Louise Carson.

domingo, 11 de maio de 2014

Nuvens


Adorava na minha infância me atirar no chão coberto de grama. Ali, ficava a observar o céu. Fechava e abria devagarzinho, os olhinhos. Divertia-me com as formas e o movimento das nuvens. Elas apareciam e se sumiam apressadas. Nuvens. Elas passam céleres ao colo do vento. Tal a gente! “Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva. Não quero nem saber de me fazer, vou me matar. Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia” qual a música de Hermes de Aquino.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Poder da Primavera

por Lislair Leão Marques

Depois do rigoroso inverno quando tudo se retrai temos agora estes dias que antecedem a primavera. A vida parece ter pressa em desabrochar da sua hibernação. Folhas, de todas as formas, se soltam rapidamente transformando, de cinzas dourados, em tons de verde a paisagem. Neste tempo pleno de regeneração, o desabrochar das cores das flores com o cantarolar dos pássaros torna uma perfeita combinação: polinização e proliferação. Um passarinho aqui e outro ali preparando seus ninhos... Sem dúvida, a primavera é um extremo poder!