Por
encargo da inteligência inominável da natureza, em terras virgens, ricas e
férteis, brotam matas retorcidas, vigorosas e selvagens. O homem para tirar seu
proveito, labora: destrói a flora, revolve o solo e semeia o que lhe parece ser
útil. Com ou sem consistência mesmo que disciplinadamente, ele faz fecundar
sementes de uma única espécie. Forjando ilusões, a quimeras de um futuro
próspero. Objetivo é preciso, pois a alma tresmalha. O campo da imaginação
envereda até que a última gota d’agua naquele lugar seque e tudo vira deserto.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Trabalho
*“Existe
o trabalho do homem, a ascese, a liberdade do homem e, ao mesmo tempo, a graça.
É como o pássaro que, para voar, tem necessidade de duas asas, ou seja, de sua
liberdade, de seu trabalho interior e, ao mesmo tempo, da graça, isto é, da
nascente que jorra em direção seu esforço – ao ato de escavar. Por um lado, o
trabalho do homem procura Deus, por outro, como Fonte de água viva, Deus
empenha-se unicamente em comunicar-se e manifestar-se a cada um de nós.”
*Yves
Le-Loup
domingo, 27 de abril de 2014
Quando mais é menos.
Quanto mais leis se têm, menos
justiça se vê. Quanto mais degradadas são as condições de trabalho humano,
menos é a compensação. Quanto mais trabalhadores calados e inconformados se
vê, menos humanidade. Mais vítimas, menos ativismo. Enquanto que acontece, cada
vez mais, fácil informação cada vez menos somos concentrados e sábios. Quanto
mais ligados nas pessoas do outro lado do mundo, menos atenção aos vizinhos e aqueles
que são do nosso convívio diário. Na mesma lógica, pode-se concluir: quanto mais
ambição, menos realização; quanto mais consumo, menos felicidade.
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