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sexta-feira, 8 de abril de 2016

O vento


* “O vento é um inveterado ledor de tabuletas. E, com toda aquela pressa, é exatamente o contrário do leitor apressado: não salta uma só que seja, não perde nenhuma delas, lê e passa – que o seu destino é passar –, mas guarda uma lembrança vertiginosa de todas, principalmente das verdes, das vermelhas, (...) ...

Sabes? Passa no vento a alma dos pintores mortos, procurando captar, levar (para onde?) as cores deste mundo.

Que este mundo pode ser que não preste, mas é tão bom de ver!”

*Mario Quintana

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Leveza


Ando de bicicleta em estradas abertas e abandono meus cabelos ao vento. De o meu pedalar, a velocidade e o vento conseguem mover e sustentar meus longos fios de cabelos e desembaraçar meus pensamentos. Despojadas, minhas idéias que em mim habitam, fluem. Daqueles meus pensamentos pesados e aborrecidos, nada ficam além de tudo. Aqueles duros se dissolvem. Para onde vão? Aonde todos os ventos vão dar? Aonde se acabam ou se perdem, pois!  Mais devagar agora, percebo do meu cotidiano, tudo ao vento, mais leveza nos meus pensamentos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Alegria


Já disse a poeta Adélia Prado: “Não precisa inventar nada, nada, nada”. E não precisa mesmo! Alegria tal a pureza duma criança a seguir seus sentimentos e pensamentos. Assim, a seguir seu rumo, guiados pelo vento. Alegria, tal a canção de Caetano Veloso: “Sem lenço, sem documento. Nada no bolso ou nas mãos. Eu quero seguir vivendo, amor. Eu vou. Por que não, por que não...” Basta o meu coração puro. Alegria, alegria! Estou a sentir e irradiar. E a cada respiração vou partilhar, sim. Por que, não!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Motivo


*“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.”

Eu também canto qual poema de *Cecília Meireles.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Vivo


Com os pés no chão, sou uma pessoa que caminha com alma. Meu rumo é uma meta. Sinto frio e ouço o vento. Espero o que não chega. Encaro as surpresas. Posso parecer morta por fora, mas dentro estou viva. Não vivo por viver, dou cores ao meu mundo. Minha felicidade é o meu querer. Sempre recebo em troca o que eu dou. Consigo, de tempo ao tempo, o que quero. Venço com luta. Controlo meu medo. Minha coragem é guia e vivo o presente como um presente.

domingo, 13 de abril de 2014

Vento


Tem um vento lá fora. Vento minuano. Aquele que zuni, espalha folhas e mesmo com muito sol nos faz sentir muito frio. Daqueles que é melhor a gente ficar dentro de casa, mais aconchegada. Uma música lenta complementa e fecha o tempo com muita inspiração, num encontro um tanto intimista. Desculpe-me agora a minha ausência. Neste dia e nos dias que assim se parecem. Há momentos que eu preciso ficar só, respirar fundo e me encontrar pensando, captando e expirando arte. Espere-me, eu volto quando esse vento acabar.