quinta-feira, 3 de março de 2016

Florence Nightingale (1820 – 1910)


Inglesa, enfermeira conhecida como “A dama da lâmpada”, por utilizar do instrumento para examinar os feridos durante a noite durante a Guerra da Criméia(1853-1856).

Com 38 enfermeiras treinadas por ela, partiu para os campos de batalha na Guerra da Criméia(1854). Reduziu vertiginosamente o índice de morte por infecção dos feridos em combate. Voltou para casa doente e impossibilitada de exercer trabalhos físicos, foi considerada heroína. Fundou a Escola de Enfermagem no Hospital Saint Thomas. Recebeu da Rainha Vitória, Cruz Vermelha Real(1883) e tornou-se primeira mulher Ordem do Mérito(1907).

Maria Quitéria (1792 – 1853)


Filha mais velha de fazendeiro de Feira de Santana-BA, perdeu sua mãe cedo. Cuidou dos irmãos e casa desde dez anos. Analfabeta. Talentosa na arte da montaria e manuseio de armas, primeira mulher a fazer parte das Forças Armadas Brasileiras. Na consolidação da independência brasileira(1822), sem permissão do pai, fugiu, alistou-se como homem com o nome de Medeiros, no Batalhão dos Voluntários do Príncipe.

Nas batalhas contra os portugueses, foi exemplo de bravura. Foi condecorada pelo imperador D. Pedro I com a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul(1823).

Amelia Earhart (1897 – 1937)


Foi a primeira mulher a voar sozinha o oceano Atlântico e receber a “The Distinguished Flying Cross”, em 1932. Escritora e defensora dos direitos da mulher. Escreveu sobre suas aventuras e promovendo as mulheres na aviação tornou-se celebridade mundial.

Viveu uma infância bem aventureira com uma forte educação liberal financiada pelos seus avôs. Em 1920, procurou Anita "Neta" Snook para aprender a pilotar. Para pagar seus estudos, Amelia trabalhou duro como caminhoneira, fotógrafa e datilógrafa.

A partir daí, ela não parou mais, além de diversos recordes de velocidade.

Bertha Lutz (1894 – 1976)


Zoológa, formou-se em Paris(Universidade Sorbonne).

Em 1919, voltou ao Brasil, lutou pela igualdade de direitos jurídicos entre os sexos. Foi a segunda mulher a ingressar no serviço público: secretária do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Fundou a Liga para Emancipação Intelectual da Mulher.

Em 1936, depois de duas derrotas eleitorais, assumiu o mandato de Deputada Federal. Lutou a favor da legislação do trabalho da mulher, propondo igualdade salarial, redução da jornada de trabalho e licença maternidade. Em 1937, com o golpe do Estado Novo, perdeu o mandato.

Anita Garibaldi (1821-1849)


Catarinense corajosa, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, aos 15 anos casou-se com Manuel Duarte Aguiar. Em 1837, o italiano Giuseppe Garibaldi invadiu Laguna na Revolução Farroupilha(1835 e 1845). Surpresa com seus ideais liberais e democráticos, abandonou o casamento e ao lado dele aprendeu a lutar.

Lutou em busca da democracia na Guerra dos Farrapos, batalha de Curitibanos, contra o ditador uruguaio Fructuoso Rivera e unificação italiana.

Em desvantagem, fugindo de forças que eram contra a unificação contraiu febre tifóide, grávida do quinto filho de Garibaldi, faleceu.

Desvelo


Tu és importante pra mim. Entenda isto: o que acontece contigo é como se acontecesse comigo, sem afetação. Meu zelo não é só para te proteger: eu quero teu bem estar. É um querer que estejas sempre livre, pois tu és para mim um ente mais que todos outros. Meu obvio afeto por ti se manifesta assim, é espontâneo e singelo, aceite! Acredite! Deixa este momento fluir para eu ser feliz, para tu ser feliz, para nós sermos felizes. E que este sentimento, Deus permita, perdure sempre. Combinado!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Arte de Amar


*”Se queres sentir a felicidade de amar,
Esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.
Deixe o teu corpo entender-se com outro corpo,
porque os corpos se entendem, mas as almas não.”


Arte de Amar, poema do pernambucano *Manoel Bandeira (19/04/1886 – 13/10/1968). Ele foi poeta crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor. Sua literatura tem abordagens temáticas cotidianas e universais.