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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sem palavras


Quando mãe morre, parte de nós também vai embora. Quando pai morre, outra parte de nós vai embora. Assim é com todas as pessoas queridas da nossa vida que se vão. Com eles, vamos morrendo aos pouco. Ocasiões em que as palavras se mostram rasas, que não dão conta das emoções. Energia que se esvai. Parte da gente fica a desvendar o mistério. Talvez só arte possa cumprir o papel de desanuviar a realidade. Arte para mostrar o sentimento cujas palavras já não mais se deixam capturar.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Para sempre


“Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
(...)
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.”

domingo, 4 de maio de 2014

Mãe!


Acredito: não nos foi dada à memória dos primeiros momentos de nossas vidas, porque é impossível registrar tamanha perfeição, sem medida, de um nascimento. Da pessoa que se repete. Da dor e esforço sem resistência do que se pariu. O olhar que se dilui em sentimento inato e terno. O encostar a cabeça no peito, o moldar o corpo para ajustar o colo com o instinto da proteção da cria. Nasci filha e cresci em eco. Ainda procuro o colo na calma da maciez eterna de minha mãe.