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quinta-feira, 10 de março de 2016

Verdade


De São Bernado de Claraval: “O verdadeiro amor nasce de um coração puro, de uma consciência boa e de uma fé sincera, e ama o bem do próximo como se fosse seu”. E se ama o bem do próximo como se fosse seu: há algo mais forte que as forças do coração? A razão se combate com forças da razão? Se o amor é a finalidade, a condescendia é o caminho. Premissa para que o cotidiano nos pulse com jeito tranqüilo. E a vida seja cheia de graça!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Caminhos do coração


Levo a vida, seguindo caminhos do meu coração conforme a letra da canção do saudoso Gonzaguinha:

“...E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá.
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar.

É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos.
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração.”

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ano Novo, metas

Por Lislair Leão Marques

O balanço de avanços de 2015 e as metas de 2016 vieram-me junto à ideia que, se chegar à idade de meu pai, 88 anos, eu tenho 33 anos pela frente. Idade de vida de Cristo. Quero antes de tudo, que meu coração, relógio da vida, pulse sempre tranqüilo na companhia daqueles que me são preciosos – longe ou perto. Sem procrastinação ao clamor das coisas, tudo ao seu tempo. Que todo o dia eu acorde com chilrear dos pássaros e a disposição de cumprir e velar o Novo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Meu coração


“(...)

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

(...)”

Parte do poema “Mundo Grande”, nele não cabe as dores do coração, *Carlos Drummond de Andrade.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Confusão

Por Lislair Leão Marques

*“Meu coração
é teu coração?
Quem me reflexa pensamentos?
Quem me presta
esta paixão
sem raízes?
Por que muda meu traje
de cores?
Tudo é encruzilhada!
Por que vês no céu
tanta estrela?
Irmão, és tu
ou sou eu?
E estas mãos tão frias
são daquele?
Vejo-me pelos ocasos,
e um formigueiro de gente
anda por meu coração.”

*Federico García Lorca, (5 Junho de 1898 - 19 Agosto de 1936), poeta e dramaturgo espanhol. Morreu vítima da Guerra Civil espanhola. Este poema foi traduzido por Oscar Mendes, in “Poemas Esparsos”.