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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Se o Amor Vier


* “Você sabe de onde eu vim
Você sabe que horas são
Você não sabe de nada não
Aprendi a recompor
A me desatar o nó
Hoje estou bem
Hoje estou bem melhor
Você sabe onde eu nasci
Você sabe onde eu me perco
Você não sabe da missa o terço
Consegui não me afogar
Enganei até a morte
Hoje estou bem
Hoje estou bem mais forte
Divido em vida o meu tesouro
Ainda acho pouco
Seja o que Deus quiser
...”

Canção* “Se o Amor Vier” de Fagner.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Caminhos do coração


Levo a vida, seguindo caminhos do meu coração conforme a letra da canção do saudoso Gonzaguinha:

“...E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá.
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar.

É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos.
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração.”

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Humor


Minha educação familiar foi rígida e os colégios pelos quais passei não menos severos, o que me conduziram apreciar a seriedade como um bem estar da vida. Meu tempo embora de muita fartura e de muitas celebrações tem a natural perversidade humana que me trazem certa inquietude e um humor às avessas. Um estado de espírito que prefere a sinceridade à mentira e o conhecimento à ilusão. Surpreender-me é me encontrar ao riso à seriedade da vida. A vida leve é mesmo uma arte divertida.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Elo

por Artur Osorio

"a mim ... ele me ensinou tudo ... ele me ensinou a olhar para as coisas ... ele aponta todas as cores que há nas flores ... e me mostra como as pedras são engraçadas ... quando a gente as têm nas mãos ... e olha devagar para elas ... damo-nos tão bem um com o outro ... na companhia de tudo ... que nunca pensamos um no outro ... vivemos juntos ... os dois ... como um acordo íntimo ... como a mão direita e a esquerda"

Parte do Poema do Menino Jesus, de Maria Bethânia.

domingo, 29 de março de 2015

Cronologia

Por Viviane Ilha

Corra!
Resista a ficar parado.
Ontem já passou, então o presente chega depressa.
Não faça dos teus erros o presente do passado e futuro do pretérito.
Ordem do tempo é um dos significados da palavra em questão.
Logicamente que todos estão buscando não perder tempo quando podem.
Otimização parece ser tema de cursos de como viver a vida nesse tempo.
Garantia de felicidade é saber que o tempo faz parte de um grande evento.
Internamente somos inqueridos a reagir contando uma sucessão dos acontecimentos.
Antes de tudo, respire.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sob Medida



“Se você crê em Deus
Erga
as mãos
Para os céus
E agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou
Na cabeça
Eu sou sua alma gêmea
(...)
Sou sem nome
E sem lar
Sou aquela
Eu sou filha da rua
Eu sou cria da sua
Costela
Sou bandida
Sou solta na vida
E sob medida
Pros carinhos seus
Meu amigo
Se ajeite comigo
E dê graças a Deus
Se você crê em Deus
Encaminhe
pros céus
Uma prece
E agradeça ao Senhor
Você tem o amor
Que merece.”

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Acordar, viver

Por Lislair Leão Marques

“Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.”

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A Canção da Vida


*“A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)”

Poema do poeta *Mário Quintana

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ser

Por Lislair Leão Marques

*"Se me fosse possível constituir-me a meu modo, não haveria nenhuma forma, por melhor que fosse, na qual eu me quisesse fixar de sorte que não fosse capaz de dela me apartar. A vida é um movimento desigual, irregular e multiforme. Não é ser amigo, e muito menos senhor, de si mesmo, deixar-se incessantemente conduzir por si e estar preso às próprias inclinações que não possa desviar-se delas nem torcê-las - é ser escravo de si próprio.”

Pensamento de *Michel de Montaigne (1533 – 1592), ensaísta e escritor francês.

sábado, 31 de maio de 2014

Capte-me


Sou feita de um coração e de sonhos. Muito antes que o mundo ouse a perceber eles estão ancorados na essência do meu existir, cheios de vida e coragem. O porquê do delicado, de todo o terno afeto do meu ser. Coração e sonhos compostos de sutis detalhes que não existe em palavras. Por que explicar? Está em mim e faz sentido. Entende? Atreva-se a me reconhecer. Inspire-se e atravesse as fronteiras de minha alma. Não custa nada, nada... O tempo urge e é necessário cumprir. Vem! Capte-me.

domingo, 25 de maio de 2014

Traduzir-se

Por Lislair Leão Marques

*Ferreira Gullar, sempre me surpreende:

*“Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?"

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sombra


Meus pensamentos vão mais longe e mais rápido que posso esperar. Dou por conta e me encontro a mergulhar em mares gigantes. Nado em mundos subterrâneos d’alma. Espreito vidas. Saio pra me alimentar. Tenho decisões a tomar. Preciso ancorar meus sonhos. Conferir minha memória dos medos, dos amores, dos pudores. Do vazio. Em vez de pegadas ou rastros, a imaginação deixa sombras. Eis, Elie Wiesel, que disse: "Deus é a sombra do homem. Assim como a sombra repete os movimentos do corpo, Deus repete os movimentos da alma".

domingo, 13 de abril de 2014

Sucedidas


Receitinhas básicas para que as pessoas sejam bem sucedidas na vida é o que não falta nas prateleiras das livrarias e revistarias ou internet. E receitas apontam: os bem sucedidos são os que correm riscos, são agressivos e devem se superar diante das dificuldades. Para se enquadrar no rótulo estes têm que se arriscar. As pessoas mal sucedidas então, são aquelas que nunca saem da zona do conforto. Ora, pois, eu só quero saúde e paz. O resto, com trabalho, serenidade e fé, a natureza alegremente me traz.

domingo, 30 de março de 2014

Passa


Quando se vê já passou o dia, já passou a noite, já passou os anos, já passou muita vida. E a economia do tempo não combina com agitação. Não está pra euforia. As coisas têm um tempo de acontecer, de ser ou dizer. Uma ocasião que não é cedo e nem tarde. É um tempo que pode ser uma fração de segundo, mesmo levando uma eternidade pra se consumir. Porém, olhai! Veja que o tempo lhe é dado com muito amor, no momento exato. Agarre-o, pois ele passa!

terça-feira, 25 de março de 2014

Aceito


Aceito. Porque é meu coração que escolhe. Aceito a minha tranqüilidade e força. Aceito os meus medos e fragilidades. Aceito meus humores e euforias. Aceito quem fui ontem, como sou hoje, porque continuo a olhar qual sempre, com mesma vibração e energia. Aceito minhas alegrias, inseguranças, perdas e vitórias. Aceito os caminhos que tracei e as tomarei. Aceito minhas resignações e confirmações. Pois é em mim que moro e me tenho como própria e melhor companhia, do princípio ao fim. Quer compartilhar? Aceito tu e me aceito!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Reencontro sagrado

por Lislair Leão Marques

Sempre fui ansiosa por este reencontro. Eu mais dois irmãos comemoramos em setembro nossos aniversários. Doces lembranças de uma infância feliz quando juntos celebrávamos, sempre, mais e mais anos de vida. Há quatorze anos quando viajávamos de diferentes lugares para mais um encontro, um trágico acidente aconteceu... Mudou destinos e caminhos... Um tempo, que não dominamos, é necessário para revelar as situações e segredos. Agora que estamos perto e bem experientes desfrutamos dessa mágica compreensão e finalmente podemos comemorar neste ano, mais uma vez, nossas vidas.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vou pra Porto Alegre, tchau!

por Lislair Leão Marques

Sempre que vou a Porto Alegre, lembro da música “Deu pra ti” de Kleiton e Kledir. Baila a questão da cultura, livros, diversão versus o que eu tenho onde eu moro: calmaria, qualidade de vida, marasmo... ou seja: dias intimistas e relaxantes. Podia estar na estimulante capital gaúcha, ou noutra capital qualquer, e tentar manter o que me há de tranquila. Podia, mas adoro minha cidade. Em todas as suas variações de temperaturas e humores. Deu pra ti, cosmopolitismo. Fico em Caçapava, tchau!