Mostrando postagens com marcador olhar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador olhar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Não pensar!


* “Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,(...)”


*Fernando Pessoa

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Borboletas


*”Borboletas me convidaram a elas.
O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.
Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.
Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza, 
um mundo livre aos poemas.
Daquele ponto de vista:
(...)
Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas.

Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de 
uma borboleta.

Ali até o meu fascínio era azul.”

Poema de *Manoel de Barros.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Sombra

Por Lislair Leão Marques

Tem uma fonte de luz que brilha acima a mim e que me sobrepõe. Seus raios se projetam e contornam-me pelos seus reflexos. Quando eu estou em movimento, paro a me ver a sombra que se cria. Vejo-me ou me movimento, vejo-me ou paro ou não me vejo e sigo a caminhar. Olhar para o que se cria é não abandonar o que me conduz. De certo modo olhar para minha sombra é brincar com o eterno. Das coisas que de sua luz e alinhamento eu me passo a induzir ou seduzir.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Desver


“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara” já dizia o escritor Saramago quando retratava a cegueira da humanidade nos tempos atuais em um de seus últimos livros. Com tantas distrações que nos cercam parece que a sociedade perdeu de vista a capacidade de ir além daquilo que é superficial – de analisar ou observar determinadas situações. Tem coisas que de fato à primeira vista nos fazem a perder de vista. Encararemos um pouco melhor certas coisas em que desver é preciso, se fecharmos os olhos e refletir.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Haja esperança!


Esgotadas as celebrações que marcaram a transição para o Ano Novo, depois de aceito todas as perdas e acertos do que foi passado, renovaram-se as esperanças. No entanto, haja fôlego pra reinstalar o cotidiano. De fato, o que mudou? A infra-estrutura? As contas para pagar? Os políticos? Os hipócritas? Os corruptos? A desenfreada velocidade cibernética? A quantidade de gente? A fome? A poluição? A estratosfera? O clima? O que nos resta senão a disposição de ter outro olhar sobre as coisas e encarar um jeito diferente? Haja esperança!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O que me toca

Por Lislair Leão Marques 

Dos tantos livros que li, nossa memória extrai nome e autores de poucos. Aqueles que como as pessoas, nos marcam. Não sei o motivo que se revela, mas nos tornamos íntimos destas coisas ou pessoas na maneira que nos tocam. Claro que esta intimidade diz muito o quem somos ou da nossa vida. Marcar é tocar os meus sentidos. Por exemplo: os livros que me marcaram para sempre foram os que me libertaram ou transformaram minha percepção. O que nos toca é aquilo que nos liberta o olhar.